Uma década após a votação do Brexit, a Europa seguiu em frente, mesmo que a Grã-Bretanha não tenha seguido
Na newsletter desta semana: Enquanto a UE se consolida, o Reino Unido enfrenta um debate renovado sobre a configuração a longo prazo de sua relação com o continente• Não recebe o This Is Europe em sua caixa de entrada? Inscreva-se aqui A manhã de 24 de junho de 2016, o dia seguinte à votação da Grã-Bretanha para deixar a UE, amanheceu cinzenta e nublada em Bruxelas, após uma noite de tempestade. Como correspondente do Guardian na cidade, após algumas horas de sono, apressei-me para um café da manhã com eurodeputados conservadores em um hotel sofisticado no bairro da UE. Grandes bandejas de ovos, salsichas e feijões mal foram tocadas, enquanto os eurodeputados respondiam a perguntas que não sabiam responder: O que acontece agora? Quando o Reino Unido sairia? David Cameron renunciaria?
Algumas horas depois, ele renunciou. Nas instituições da UE, funcionários romperam em lágrimas. Alguns altos funcionários civis britânicos da UE prepararam-se para renunciar. Populistas anti-UE estavam jubilosos. Líderes europeus temiam um efeito dominó de retiradas. Tristeza, choque e raiva giravam naquele dia úmido.
O então presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, disse-me que advogados da UE estavam estudando se era possível acelerar o acionamento do artigo 50, a então obscura e não testada cláusula de saída da UE. Então, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declarou que gostaria de iniciar as negociações do Brexit "imediatamente". A ideia de apressar a saída da Grã-Bretanha foi logo abandonada, mas essas declarações refletiam o clima febril. Continue lendo...
Fontes e Citações
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