Andy Burnham diz que irá 'mais rápido' que Starmer. Por que isso é tão difícil?
Será que a máquina do Estado está travada ou a razão para o ritmo lento de mudança é mais pessoal do que institucional? Dezoito meses nos 24 que acabou sendo o tempo de sua permanência no No 10, Keir Starmer era um homem com pressa. A maior frustração com o cargo, disse ele aos parlamentares, dizia respeito à “velocidade e à capacidade de fazer as coisas acontecerem”. O problema fundamental, pensava ele, era que toda vez que algo dava errado no passado, “governos sucessivos implementaram outro procedimento, outro órgão ou outra consulta para tentar evitar que cometêssemos o mesmo erro novamente”. Ao expressar sua impaciência, se não outra coisa, Starmer está em sintonia com o país que se tornou impopular demais para liderar. Julian Gallie, consultor de pesquisas da Merlin Strategy, afirma que os eleitores vêm “clamando por mudanças há uma década”, mesmo que tenham enviado sinais inconsistentes sobre que tipo de mudança deveria ser. A votação do Brexit, a ascensão de Corbyn em 2017, a maioria de Johnson em 2019 e a derrota esmagadora dos Tories em 2024 podem ser vistas como “uma jogada desesperada de dados contra um status quo” que, de alguma forma, parece impossível de alterar. Continue lendo...
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